Ela abriu os olhos, despertando sobre a grama verde, era outono.
Sua primeira visão foi do céu, que naquele dia não estava azul e límpido.
Suas pupilas pareciam dilatadas, tudo tremia, tudo ao seu redor e dentro de seus seios.
Sentiu os lábios tremerem e seus cabelos tremiam ao vento, que anunciava a chuva fora de época.
Seus cabelos se confundiam com o tremor da grama. Ah! Se não fosse o preto de seus cabelos, eles seriam um só.
Naquele momento apenas algo importava. Naquele dia ela descobriu, descobriu que seu corpo tremia por ter descoberto um mundo novo.
O meu mundo!
26/03/2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Escuro
Eu não faço amor.
Eu faço sexo, eu trepo.
Eu sinto as curvas na palma da minha mão.
Eu sinto os lábios embaixo da língua.
Eu sinto o olhar me queimando.
Sinto os cílios se esbarrando.
Gosto de sentir as unhas dos pés se atracando em minhas pernas.
Não quero fazer amor.
Quero apertar, quero amassar.
Eu quero sentir a pele embaixo de minhas unhas,
Quero sentir o sangue dos arranhões em minha garganta.
Quero sentir dor de mordidas.
Sinto meus cabelos dando nós.
Eu não faço amor,
Porque eu sou o amor.
Para Xú
Eu faço sexo, eu trepo.
Eu sinto as curvas na palma da minha mão.
Eu sinto os lábios embaixo da língua.
Eu sinto o olhar me queimando.
Sinto os cílios se esbarrando.
Gosto de sentir as unhas dos pés se atracando em minhas pernas.
Não quero fazer amor.
Quero apertar, quero amassar.
Eu quero sentir a pele embaixo de minhas unhas,
Quero sentir o sangue dos arranhões em minha garganta.
Quero sentir dor de mordidas.
Sinto meus cabelos dando nós.
Eu não faço amor,
Porque eu sou o amor.
Para Xú
Tempo à tempo
Olhando para o lado não se enxergou no outro.
Olhando para si percebeu que, um dia, se perdeu.
Sem infância, sem adolescência, mesmo que criado socialmente.
Perdeu o tempo, mas a culpa não foi sua.
Sempre um passo à frente, ao mesmo tempo, talvez, sempre um passo atrás.
Cresceu muito rápido esse rapaz, cresceu perdido, ao mesmo tempo achado.
Se achou em uma mentalidade que não queria que fosse a sua.
Deu adeus a sua eterna criança.
Hoje, só sabe brincar com o tempo e com as palavras.
Fala de sexo sem pudores, fala de amor sem remorso.
A ferida abriu-se ao nascer.
Ele apenas é fruto de um tempo que perdeu, e não volta.
Então agora ele vive o tempo perdido, com um copo de cerveja, um cigarro e muita música.
Para Maíne
Olhando para si percebeu que, um dia, se perdeu.
Sem infância, sem adolescência, mesmo que criado socialmente.
Perdeu o tempo, mas a culpa não foi sua.
Sempre um passo à frente, ao mesmo tempo, talvez, sempre um passo atrás.
Cresceu muito rápido esse rapaz, cresceu perdido, ao mesmo tempo achado.
Se achou em uma mentalidade que não queria que fosse a sua.
Deu adeus a sua eterna criança.
Hoje, só sabe brincar com o tempo e com as palavras.
Fala de sexo sem pudores, fala de amor sem remorso.
A ferida abriu-se ao nascer.
Ele apenas é fruto de um tempo que perdeu, e não volta.
Então agora ele vive o tempo perdido, com um copo de cerveja, um cigarro e muita música.
Para Maíne
terça-feira, 5 de março de 2013
Cor
Como pode alguém ficar bem depois de uma ressaca?
Depois de uma noite mal dormida?
De sonhos não realizados?
Como é possível andar depois de uma fratura?
É inaceitável acordar depois de um pesadelo!
Mas então lembrei,
Mesmo com a falta de métrica
Ainda existe coerência em ser.
Existe ar nos pulmões.
Mesmo com o gosto de sal,
Ainda se sente o cheiro doce.
Ainda se vê a estrada de pedras amarelas!
Depois de uma noite mal dormida?
De sonhos não realizados?
Como é possível andar depois de uma fratura?
É inaceitável acordar depois de um pesadelo!
Mas então lembrei,
Mesmo com a falta de métrica
Ainda existe coerência em ser.
Existe ar nos pulmões.
Mesmo com o gosto de sal,
Ainda se sente o cheiro doce.
Ainda se vê a estrada de pedras amarelas!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Nuvem passageira
Que o mistério do medo que tenho não me deixe ser triste onde estou.
Que a felicidade que trago em meu peito seja reflexo das possibilidades vividas.
Que a carência corporal não me faça abafar o esplendor do brilho.
Que o sol não me deixe omisso ao seu calor.
Que o brilho tardio das estrelas me faça lembrar o que passou com sístole rítmica.
Que as nuvens me lembre que durmo bem em meu travesseiro.
E que o assovio da música me lembre minha respiração ofegante pelo amanhã...
Que a felicidade que trago em meu peito seja reflexo das possibilidades vividas.
Que a carência corporal não me faça abafar o esplendor do brilho.
Que o sol não me deixe omisso ao seu calor.
Que o brilho tardio das estrelas me faça lembrar o que passou com sístole rítmica.
Que as nuvens me lembre que durmo bem em meu travesseiro.
E que o assovio da música me lembre minha respiração ofegante pelo amanhã...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
De antagônico, só o discurso.
Estou farto de mensagens de saudade.
Folheio lembranças e encontro discursos ininterruptos,
Cheios de mel com gosto de dor
E morango com frescor de ópio.
Estou farto de mensagens de saudade.
Dessas que não tem vergonha de mentir,
Essas mensagens que voam como saliva,
De boca em boca usurpando sentimentos bons.
Estou cheio de sentimentos de saudade,
Desse que sai da goela com gosto doce de incenso de absinto.
Estou cheio de saudade,
Que esqueço quando danço a dança mais eloquente,
Da língua da vida.
A língua ferina de saudade,
Que corta o céu da minha boca,
Que atordoa o sentimento,
Que me faz concentrar em um corte ardente que apaixona.
Folheio lembranças e encontro discursos ininterruptos,
Cheios de mel com gosto de dor
E morango com frescor de ópio.
Estou farto de mensagens de saudade.
Dessas que não tem vergonha de mentir,
Essas mensagens que voam como saliva,
De boca em boca usurpando sentimentos bons.
Estou cheio de sentimentos de saudade,
Desse que sai da goela com gosto doce de incenso de absinto.
Estou cheio de saudade,
Que esqueço quando danço a dança mais eloquente,
Da língua da vida.
A língua ferina de saudade,
Que corta o céu da minha boca,
Que atordoa o sentimento,
Que me faz concentrar em um corte ardente que apaixona.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
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