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Mostrando postagens de Julho, 2013

Determinam

Apesar dos discursos do politicamente correto, eu me enganei.
Ouvi músicas no passado que pareciam determinar quem eu era.
Li livros que determinavam meus pensamentos.
Quase sempre a "satisfação" era uma palavra que fazia sentido em minha boca.

Eu me enganei.
Hoje não acho minha letra mais bonita ao escrever à lápis.
Não me satisfaço com músicas de bar.
Eu fiquei na lembrança de muitos, muitos ficaram em minha lembrança.
Sou boa em contar histórias.
Sou boa em "a-DEUSES".
Os livros que leio determinam meus pensamentos.
As dores de cabeça são por causa da música alta, que antes era tão baixa.

Eu me enganei.
Não amei todos, mas não deixei de amar ninguém.
Meus passos não são mais ao acaso, agora caminho como a humanidade.
"A passos de formiga e sem vontade(...)"
Agora estou decidida.

Eu me enganei.
                      Continuo enganada.
                                                     Por favor, que eu sempre me engane.

Gerações

Outro silêncio.
Torturante.
Não tem nada no mundo mais irritante que o silêncio. Não vem com esse papo de adivinha, de que o olhar diz tudo, Que os gestos valem mais que mil palavras.
Nada paga uma palavra bem dita, Nada pode ser trocado por uma frase de efeito.
Até nas brigas, de que vale o silêncio se sua dor vai te consumir? Fala-se para não ser consumido por uma dor pequena que o peito insiste em aumentar de forma exagerada. Preferível falar, gritar, explodir, xingar a ter que calar.
Precisamos nos irritar. Nos irritar com o injusto. Nos apegar as palavras bem ditas.
Somos fáceis de lidar, mas vocês são bons demais para ouvir. Não é mais a boca que fala ou grita, É o que vocês querem que apenas nos consome, O silêncio, o olhar, os gestos, os cabelos nada sedosos por preguiça. Não se pode falar,  Nosso corpo responde, em silêncio, Mesmo assim, Não ouvem. São surdos de alma.