Estou congestionada,
Lotada de passageiros que são passageiras memórias.
Congestionamento de dores que não estão no peito.
Desceram, como que para o intestino, para dizer que estão presos.
Estou congestionada,
Lotada de sentimentos, que são levados pelo vento, das janelas de minhas orelhas.
Congestionada de marcas que não estão na pele.
Estão ao avesso, na carne mais interna de um corpo abatido pelo pouco tempo de vida.
Estou congestionada,
Lotada de passageiros diferentes,
Peço para eles descerem.
Ouço eles responderem através do ouvido do meu estômago, a gastrite grita, eu ensurdeço!
domingo, 22 de setembro de 2013
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