Os portões são contraditórios
Parecem dizer uma coisa, mas dizem outra.
Portões representam seus moradores, mesmo que toda regra tenha uma exceção.
Parecem dizer uma coisa, mas dizem outra.
Mas é sempre bom lembrar,
Toda regra tem uma exceção.
Quase não se vê portões estáveis, em sua totalidade.
Digo, todo reto, sem detalhes, além do mais, ninguém é tão estável a ponto de ter um portão estável.
Todos portões são instáveis como as pessoas protegidas por esses portões.
Quanto aos detalhes do portões, não se pode esquecer que ele pode ter aberturas ou não.
Por exemplo, os portões que são todo cobertos, aqueles que não se pode ver nada da casa, é bem provável que as pessoas por trás daqueles portões não queiram mostrar suas imperfeições, mas não significa que não queiram saber todas as imperfeições dos portões alheios.
Já os portões metade vestidos e metade desnudos, representam em sua maioria pessoas que dizem não se importar em serem vistos, no entanto, são "caras de pau" por fazerem de tudo para "xeretar" a vida dos vizinhos.
Os portões completamente desnudos não se importam com o portão do vizinho, porque são egoístas demais para achar algo de alguém do lado. Por exemplo, esses são aqueles vizinhos que nunca te cumprimentam pois acham que seu portão "pelado" já mostra demais da vida dele, nem é necessário cumprimentar.
E por fim, aqueles portões que tem apenas uma tirinha desnuda, esse significa que não se importa com a vida do vizinho, mas gosta de ter uma visão do lado de fora. O que não significa que esse portão não se importe de mostrar sua vida, isso já depende de onde a faixa desnuda se estabelece.
Embaixo? No centro do portão? Em cima?
Mas esse já é um assusto para um outro texto, o importante mesmo é não esquecer que "toda regra tem uma exceção".
(16-Novembro-2013)
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Estradas esquecidas
Como explicar as palavras que ficam na boca, na cabeça, atrás, no que foi?
Como explicar que as pessoas do passado não são mais tão importantes?
Desculpem, me recolho ao egoísmo, porque já fui amante.
Talvez não justifique, mas vejo apenas reflexos secundários dos outros no espelho.
Eles estão atrás.
Esqueci de pagar minhas dívidas com os outros.
Não sei mais o que pensei, o que penso é o agora.
Desculpem, sou de fase, meus amigos!
Você e eu incentivamos a distância do que apenas "foi".
Me sinto feliz pelo "novo" de novo.
Sou uma eterna fã dos "adeus" e dos novos "oi".
Peço, não me chamem de fria, gelada, congelada, sou tão quente que acolho o presente.
Eu acolhi o calor de longe, eu acolhi o calor dos outros de longe.
Como explicar que as pessoas do passado não são mais tão importantes?
Desculpem, me recolho ao egoísmo, porque já fui amante.
Talvez não justifique, mas vejo apenas reflexos secundários dos outros no espelho.
Eles estão atrás.
Esqueci de pagar minhas dívidas com os outros.
Não sei mais o que pensei, o que penso é o agora.
Desculpem, sou de fase, meus amigos!
Você e eu incentivamos a distância do que apenas "foi".
Me sinto feliz pelo "novo" de novo.
Sou uma eterna fã dos "adeus" e dos novos "oi".
Peço, não me chamem de fria, gelada, congelada, sou tão quente que acolho o presente.
Eu acolhi o calor de longe, eu acolhi o calor dos outros de longe.
domingo, 22 de setembro de 2013
transitando
Estou congestionada,
Lotada de passageiros que são passageiras memórias.
Congestionamento de dores que não estão no peito.
Desceram, como que para o intestino, para dizer que estão presos.
Estou congestionada,
Lotada de sentimentos, que são levados pelo vento, das janelas de minhas orelhas.
Congestionada de marcas que não estão na pele.
Estão ao avesso, na carne mais interna de um corpo abatido pelo pouco tempo de vida.
Estou congestionada,
Lotada de passageiros diferentes,
Peço para eles descerem.
Ouço eles responderem através do ouvido do meu estômago, a gastrite grita, eu ensurdeço!
Lotada de passageiros que são passageiras memórias.
Congestionamento de dores que não estão no peito.
Desceram, como que para o intestino, para dizer que estão presos.
Estou congestionada,
Lotada de sentimentos, que são levados pelo vento, das janelas de minhas orelhas.
Congestionada de marcas que não estão na pele.
Estão ao avesso, na carne mais interna de um corpo abatido pelo pouco tempo de vida.
Estou congestionada,
Lotada de passageiros diferentes,
Peço para eles descerem.
Ouço eles responderem através do ouvido do meu estômago, a gastrite grita, eu ensurdeço!
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
"Quem é ela que nos espera na janela" II
Inicio esse texto pedindo permissão a Bianca Alencar para o uso do título. E acrescento a explicação do porquê estou repetindo esse título, não por falta de criatividade o suficiente, mas sim porque o título cabe bem as descrições a seguir.
Você comemora seu aniversário, não porque você nasceu nesse dia, mas porque é o dia de lembrar da noite e dos abraços.
Hoje não será apenas seu aniversário, é aniversário da noite, dos apertos de braços e corpos, das escapulidas para brincar, rir, beber, beijar.
É tanta informação, mas vou começar pela primeira.
Possuída pela arte de abraçar, você é daquelas que de longe sinto um acolher do corpo através do olhar, não mais misterioso, apenas evidente.
Abraço, acho que resumi todo o sentimento que tenho por você.
Boa em descrever, escrever, correr.
Desse jeito meio torpe te encontro em todas as janelas que passo pela noite.
Identifico as casas como se dessas janelas eu fosse te ver, pular, com o pé desproporcional ao tamanho de seu corpo, você não perde o equilíbrio ao pular.
Seu equilíbrio está perdido em algum medo(nós sabemos de que), medo esse que tento suprir com meus braços desajeitados e palavras desconexas, sem sentido, mas com afeto.
A noite, não importa a fase da a lua, jamais influencia sua fase. A moça da noite, a moça da lua, a moça da janela.
Perdida e achada nas dobradiças de aço de sua alma. Suas palavras se perdem no meu raciocínio, no seu raciocínio, suas palavras me confundem, suas palavras te confundem, você transmite sua dor, eu aceito sua dor, confusão, seu amor reprimido.
Você é tanto, que hoje não é o seu aniversário. Hoje é o aniversário do abraço, da noite, meu aniversário.
Meu aniversário, e falo isso de forma egoísta, pois você me presenteia com sua visão todos os dias, mesmo que apenas em minha memória, e com a ansiedade de me perguntar quanto tempo irá durar nosso abraço mais longo.
Abraços que se estendem, o que antes durava um segundo, hoje poderíamos prolongar nosso abraço por semanas.
Nosso abraço, o seu abraço é físico e psicológico.
Você não para de me abraçar quando nossos corpos se separam.
Me abraças em seus textos, em seus sorrisos, você me abraça com os seus abraços.
Me torno ser da noite com você, me torno um vampiro em transição por você.
No seu aniversário, me leve com você à uma janela, a lua, ao interior do rio que você está sentada à margem.
Serei sua companhia no momento dos segredos, das dores e dos sorrisos.
Você que espera na janela o momento em que a porta vai se abrir para não precisar mais pular, apenas caminhar.
Eu estarei te esperando.
Parabéns minha amiga.
ps: Sim, seu presente veio adiantado, senti vontade.
Você comemora seu aniversário, não porque você nasceu nesse dia, mas porque é o dia de lembrar da noite e dos abraços.
Hoje não será apenas seu aniversário, é aniversário da noite, dos apertos de braços e corpos, das escapulidas para brincar, rir, beber, beijar.
É tanta informação, mas vou começar pela primeira.
Possuída pela arte de abraçar, você é daquelas que de longe sinto um acolher do corpo através do olhar, não mais misterioso, apenas evidente.
Abraço, acho que resumi todo o sentimento que tenho por você.
Boa em descrever, escrever, correr.
Desse jeito meio torpe te encontro em todas as janelas que passo pela noite.
Identifico as casas como se dessas janelas eu fosse te ver, pular, com o pé desproporcional ao tamanho de seu corpo, você não perde o equilíbrio ao pular.
Seu equilíbrio está perdido em algum medo(nós sabemos de que), medo esse que tento suprir com meus braços desajeitados e palavras desconexas, sem sentido, mas com afeto.
A noite, não importa a fase da a lua, jamais influencia sua fase. A moça da noite, a moça da lua, a moça da janela.
Perdida e achada nas dobradiças de aço de sua alma. Suas palavras se perdem no meu raciocínio, no seu raciocínio, suas palavras me confundem, suas palavras te confundem, você transmite sua dor, eu aceito sua dor, confusão, seu amor reprimido.
Você é tanto, que hoje não é o seu aniversário. Hoje é o aniversário do abraço, da noite, meu aniversário.
Meu aniversário, e falo isso de forma egoísta, pois você me presenteia com sua visão todos os dias, mesmo que apenas em minha memória, e com a ansiedade de me perguntar quanto tempo irá durar nosso abraço mais longo.
Abraços que se estendem, o que antes durava um segundo, hoje poderíamos prolongar nosso abraço por semanas.
Nosso abraço, o seu abraço é físico e psicológico.
Você não para de me abraçar quando nossos corpos se separam.
Me abraças em seus textos, em seus sorrisos, você me abraça com os seus abraços.
Me torno ser da noite com você, me torno um vampiro em transição por você.
No seu aniversário, me leve com você à uma janela, a lua, ao interior do rio que você está sentada à margem.
Serei sua companhia no momento dos segredos, das dores e dos sorrisos.
Você que espera na janela o momento em que a porta vai se abrir para não precisar mais pular, apenas caminhar.
Eu estarei te esperando.
Parabéns minha amiga.
ps: Sim, seu presente veio adiantado, senti vontade.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Determinam
Apesar dos discursos do politicamente correto, eu me enganei.
Ouvi músicas no passado que pareciam determinar quem eu era.
Li livros que determinavam meus pensamentos.
Quase sempre a "satisfação" era uma palavra que fazia sentido em minha boca.
Eu me enganei.
Hoje não acho minha letra mais bonita ao escrever à lápis.
Não me satisfaço com músicas de bar.
Eu fiquei na lembrança de muitos, muitos ficaram em minha lembrança.
Sou boa em contar histórias.
Sou boa em "a-DEUSES".
Os livros que leio determinam meus pensamentos.
As dores de cabeça são por causa da música alta, que antes era tão baixa.
Eu me enganei.
Não amei todos, mas não deixei de amar ninguém.
Meus passos não são mais ao acaso, agora caminho como a humanidade.
"A passos de formiga e sem vontade(...)"
Agora estou decidida.
Eu me enganei.
Continuo enganada.
Por favor, que eu sempre me engane.
Ouvi músicas no passado que pareciam determinar quem eu era.
Li livros que determinavam meus pensamentos.
Quase sempre a "satisfação" era uma palavra que fazia sentido em minha boca.
Eu me enganei.
Hoje não acho minha letra mais bonita ao escrever à lápis.
Não me satisfaço com músicas de bar.
Eu fiquei na lembrança de muitos, muitos ficaram em minha lembrança.
Sou boa em contar histórias.
Sou boa em "a-DEUSES".
Os livros que leio determinam meus pensamentos.
As dores de cabeça são por causa da música alta, que antes era tão baixa.
Eu me enganei.
Não amei todos, mas não deixei de amar ninguém.
Meus passos não são mais ao acaso, agora caminho como a humanidade.
"A passos de formiga e sem vontade(...)"
Agora estou decidida.
Eu me enganei.
Continuo enganada.
Por favor, que eu sempre me engane.
domingo, 14 de julho de 2013
Gerações
Outro silêncio.
Torturante.
Nada paga uma palavra bem dita,
Torturante.
Não tem nada no mundo mais irritante que o silêncio.
Não vem com esse papo de adivinha, de que o olhar diz tudo,
Que os gestos valem mais que mil palavras.
Nada paga uma palavra bem dita,
Nada pode ser trocado por uma frase de efeito.
Até nas brigas, de que vale o silêncio se sua dor vai te consumir?
Fala-se para não ser consumido por uma dor pequena que o peito insiste em aumentar de forma exagerada.
Preferível falar, gritar, explodir, xingar a ter que calar.
Precisamos nos irritar.
Nos irritar com o injusto.
Nos apegar as palavras bem ditas.
Somos fáceis de lidar, mas vocês são bons demais para ouvir.
Não é mais a boca que fala ou grita,
É o que vocês querem que apenas nos consome,
O silêncio, o olhar, os gestos, os cabelos nada sedosos por preguiça.
Não se pode falar,
Nosso corpo responde, em silêncio,
Mesmo assim,
Não ouvem.
São surdos de alma.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Uma viagem
Andar de ônibus é uma glória, não porque comprovo minha pobreza, mas porque se vê gente.
É, gente, não gente por gente, mas "GENTE".
Você observa os olhares, observa o jeito e a roupa, como se cada gesto mostrasse o mais profundo de alguém.
Parecem todos bonitos, não pela feição cansada e envelhecida, ou pelos ombros baixos das pessoas que pensam em seus amores e desempregos.
Bonitos por estarem vivos, porque suas esperanças não acabaram.
A criança no ônibus quer "puxar a cordinha" pela primeira vez na vida, como se fosse o primeiro ato de liberdade, ao crescer, percebe que talvez descer do ônibus seja seu maior ato de prisão.
Essa é a maior fé. A fé no ônibus que está chegando e que vai levá-los para casa, para sua prisão, [paradoxo] para esquecer do fardo que é carregar o peso da vida.
Carregamos instintivamente, e não por querer, o peso do mundo, o peso do outro, daquele que encosta a cabeça em seu ombro e dorme "no ônibus". Você carrega o peso do outro concretamente.
O ônibus é divino, é o concreto do ir e vir.
O carro não, a moto também não. Esses se limitam em pudores e gozos.
Esses transpiram (in)diferença, não o ônibus.
O ônibus é o lugar onde ocorrem os maiores atos de preconceito ("não vou sentar ali, ele(a) parece mal encarado"), e de encontro (de cheiros, toques, raivas), de amores (pelo perfume, pela roupa), de dores (de cabeça, nos pés, nos joelhos), de choros (de uma despedida à pouco), de esperanças (de descansar, de assistir tv, de ouvir sua música, de ler), de medos (de dar "prego"), de arrepios (de odores, de tesões), de encantos (pela rua vazia para o ônibus trafegar rápido para chegar na "prisão").
Só nesse lugar tenho o tempo de uma viagem para avaliar quem senta ao meu lado, ou avaliar quem nem está no ônibus.
Só no ônibus o mundo é tão vazio a ponto de me fazer pensar na morte. A morte da viagem, da partida, do outrem ao lado.
É, gente, não gente por gente, mas "GENTE".
Você observa os olhares, observa o jeito e a roupa, como se cada gesto mostrasse o mais profundo de alguém.
Parecem todos bonitos, não pela feição cansada e envelhecida, ou pelos ombros baixos das pessoas que pensam em seus amores e desempregos.
Bonitos por estarem vivos, porque suas esperanças não acabaram.
A criança no ônibus quer "puxar a cordinha" pela primeira vez na vida, como se fosse o primeiro ato de liberdade, ao crescer, percebe que talvez descer do ônibus seja seu maior ato de prisão.
Essa é a maior fé. A fé no ônibus que está chegando e que vai levá-los para casa, para sua prisão, [paradoxo] para esquecer do fardo que é carregar o peso da vida.
Carregamos instintivamente, e não por querer, o peso do mundo, o peso do outro, daquele que encosta a cabeça em seu ombro e dorme "no ônibus". Você carrega o peso do outro concretamente.
O ônibus é divino, é o concreto do ir e vir.
O carro não, a moto também não. Esses se limitam em pudores e gozos.
Esses transpiram (in)diferença, não o ônibus.
O ônibus é o lugar onde ocorrem os maiores atos de preconceito ("não vou sentar ali, ele(a) parece mal encarado"), e de encontro (de cheiros, toques, raivas), de amores (pelo perfume, pela roupa), de dores (de cabeça, nos pés, nos joelhos), de choros (de uma despedida à pouco), de esperanças (de descansar, de assistir tv, de ouvir sua música, de ler), de medos (de dar "prego"), de arrepios (de odores, de tesões), de encantos (pela rua vazia para o ônibus trafegar rápido para chegar na "prisão").
Só nesse lugar tenho o tempo de uma viagem para avaliar quem senta ao meu lado, ou avaliar quem nem está no ônibus.
Só no ônibus o mundo é tão vazio a ponto de me fazer pensar na morte. A morte da viagem, da partida, do outrem ao lado.
Assinar:
Postagens (Atom)
Na perda de si, o eu interior morre como uma lagarta! Mas afinal, tal qual a lagarta, nada se perdeu! Tudo desabrochou! Agora, coragem pa...
-
Inicio esse texto pedindo permissão a Bianca Alencar para o uso do título. E acrescento a explicação do porquê estou repetindo esse título, ...
-
Apesar dos discursos do politicamente correto, eu me enganei. Ouvi músicas no passado que pareciam determinar quem eu era. Li livros que d...
-
diferentes curvas formavam peças de encaixe ouviam-se rumores sobre amor ouviam-se rumores sobre fé banhados pelo pecado da carne e do e...