segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Estradas esquecidas

Como explicar que as palavras ficam na boca, na cabeça, atrás, no que foi?
Como explicar que pessoas do passado, não sejam tão importantes?
Desculpem, me recolho no egoísmo, porque ja fui amante.
Talvez não justifique, mas vejo apenas reflexos secundários dos outros no espelho.
Eles estão atrás.
Esqueci de pagar minhas dívidas com os outros.
Não sei mais o que pensei, o que penso é o agora.
Desculpem, sou de fase, meus amigos!
Você e eu incentivamos a distância do que, apenas, foi.
Desculpem meus ex-amigos, não sinto falta de vocês, não sinto suas ausências.
Me sinto feliz pelo "novo" de novo.
Sou uma eterna fã dos "adeus" que foram e dos "oi's" que dou.
Clamo, não me chamem de fria, gelada, congelada, sou tão quente que acolho o presente.
Eu acolhi o calor de longe, eu acolhi o calor dos outros de longe.


obs: Esse não é um texto triste, é um texto de mudança, "toda mudança não vem sem dor"(ENSINO MÉDIO, Professor; 2010; 3º Ano)

Nenhum comentário:

Postar um comentário