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Sinta-se à vontade e entre.




Sinta-se à vontade e saia.

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"Quem é ela que nos espera na janela" II

Inicio esse texto pedindo permissão a Bianca Alencar para o uso do título. E acrescento a explicação do porquê estou repetindo esse título, não por falta de criatividade o suficiente, mas sim porque o título cabe bem as descrições a seguir.


Você comemora seu aniversário, não porque você nasceu nesse dia, mas porque é o dia de lembrar da noite e dos abraços.
Hoje não será apenas seu aniversário, é  aniversário da noite, dos apertos de braços e corpos, das escapulidas para brincar, rir, beber, beijar.
É tanta informação, mas vou começar pela primeira.
Possuída pela arte de abraçar, você é daquelas que de longe sinto um acolher do corpo através do olhar, não mais misterioso, apenas evidente.
Abraço, acho que resumi todo o sentimento que tenho por você.
Boa em descrever, escrever, correr.
Desse jeito meio torpe te encontro em todas as janelas que passo pela noite.
Identifico as casas como se dessas janelas eu fosse te ver, pular, com o pé desproporcional ao tamanho de seu corpo, você não …

Personalidades "portonífecas"

Os portões são contraditórios
Parecem dizer uma coisa, mas dizem outra.

Portões representam seus moradores, mesmo que toda regra tenha uma exceção.
Parecem dizer uma coisa, mas dizem outra.
Mas é sempre bom lembrar,
Toda regra tem uma exceção.

Quase não se vê portões estáveis, em sua totalidade.
Digo, todo reto, sem detalhes, além do mais, ninguém é tão estável a ponto de ter um portão estável.
Todos portões são instáveis como as pessoas protegidas por esses portões.

Quanto aos detalhes do portões, não se pode esquecer que ele pode ter aberturas ou não.
Por exemplo, os portões que são todo cobertos, aqueles que não se pode ver nada da casa, é bem provável que as pessoas por trás daqueles portões não queiram mostrar suas imperfeições, mas não significa que não queiram saber todas as imperfeições dos portões alheios.

Já os portões metade vestidos e metade desnudos, representam em sua maioria pessoas que dizem não se importar em serem vistos, no entanto, são "caras de pau" por …

Motivos para preencher uma mente em branco

Há algum tempo minhas ideias não encontram um papel.
Na verdade há algum tempo não existiam motivos louváveis o suficiente para se preencher uma folha em branco.
E afinal, por que escrever?

Geralmente a escrita é quando algum sentimento transborda até as pontas dos dedos.

Não escrevo por tristeza, parei com isso há muito tempo.
Não escrevo por raiva, ou ansiedade, me fragilizo assim.
Escrevo por gratidão.

Não aquela gratidão comum que apenas agradecer um ato isolado de outrem.
Mas aquela gratidão por quem faz eu sentir o oposto de todos os sentimentos que não me permitem escrever.

Gratidão pelo carinho, pelo afeto meio sem motivo, apenas gratuito.
Gratidão pela parceria, cumplicidade, chamego.
Gratidão pelos bons papos sobre coisas aleatórias que simplesmente falam muito de nós, sobre nós e para nós.
Gratidão pelos olhares, que mesmo virados, zoados, intensos ou entristecidos, e de qualquer forma, parece que sempre estarão ali, exatamente ao meu lado (o que parece meio utópico, mas bo…