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Motivos para preencher uma mente em branco

Há algum tempo minhas ideias não encontram um papel.
Na verdade há algum tempo não existiam motivos louváveis o suficiente para se preencher uma folha em branco.
E afinal, por que escrever?

Geralmente a escrita é quando algum sentimento transborda até as pontas dos dedos.

Não escrevo por tristeza, parei com isso há muito tempo.
Não escrevo por raiva, ou ansiedade, me fragilizo assim.
Escrevo por gratidão.

Não aquela gratidão comum que apenas agradecer um ato isolado de outrem.
Mas aquela gratidão por quem faz eu sentir o oposto de todos os sentimentos que não me permitem escrever.

Gratidão pelo carinho, pelo afeto meio sem motivo, apenas gratuito.
Gratidão pela parceria, cumplicidade, chamego.
Gratidão pelos bons papos sobre coisas aleatórias que simplesmente falam muito de nós, sobre nós e para nós.
Gratidão pelos olhares, que mesmo virados, zoados, intensos ou entristecidos, e de qualquer forma, parece que sempre estarão ali, exatamente ao meu lado (o que parece meio utópico, mas bom de sentir).
Gratidão pelo crédito, no sentido de crença e confiança, em quem nem se conhece direito e parece que sempre ocupou um pedaço meu, e que pedaço, diga-se de passagem.

Afinal, sou grata ao universo que me trouxe "embalada no novo" tudo o que tenho de melhor hoje e quero ter muito tempo.

De fato, não existe coisa melhor que escrever por gratidão!



Ps: Com muita gratidão para Ana (nesse momento, apenas a minha menina)!

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